Qual é a importância da qualidade em um data center?

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À medida que avança a adoção de novas ferramentas apoiadas na transformação digital é necessário também pensar na ampliação dos investimentos em infraestrutura, como um data center.   

E depois de entender o conceito, saber o que é qualidade em data center é o primeiro passo para dar suporte a esse novo momento da organização.

Afinal, atualmente, o investimento em tecnologia é decisivo para o sucesso ou o fracasso do negócio e, por isso, não pode ser tratado como um tema exclusivo da área. Assim como o gerente de TI, você, CFO (Chief Financial Officer), tem nas mãos a responsabilidade de garantir tecnologia de ponta fornecendo condições para um trabalho de excelência.

Contudo, não se preocupe se você não sabe como funciona um data center. Apresentamos, a seguir, o que um bom data center oferece e quais fatores devem ser avaliados para assegurar tanto qualidade como um ótimo desempenho.

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#1 Alta disponibilidade
Quando você, CFO, opta pela terceirização de um serviço é porque espera a melhor entrega, menos custos e consegue tempo para focar no core business da empresa ou mesmo consolidar sua estrutura. No que se refere ao serviço de armazenamento de informações não seria diferente. O fornecedor do data center tem a responsabilidade de manter a infraestrutura e os dados acessíveis e disponíveis 100% do tempo.

Por isso, confirme se há sistema e estruturas redundantes como, por exemplo, mais de uma fonte de energia, mais de uma entrada de telecomunicação. Eles são indispensáveis para fazer o redirecionamento, caso algum dos servidores fique fora de operação, e garantir o acesso aos usuários.

Assim, o downtime (tempo de indisponibilidade) será mínimo, evitando impactos ou paradas na rotina dos profissionais.

#2 Infraestrutura de Rede

Esse é um requisito indispensável para o bom funcionamento do data center. A infraestrutura de rede é responsável por permitir que ele interaja com o tráfego IP e outros canais de comunicação, tornando possível o compartilhamento dos dados armazenados com os outros computadores.

Vale lembrar que para evitar qualquer tipo de interrupção na transmissão de dados, é preciso assegurar que a infraestrutura seja alimentada por uma fonte de energia mais estável, idealmente sem oscilações.

Mas não é somente a infraestrutura de rede que importa. Com o amplo uso de novas mídias e plataformas digitais, a estrutura dos data centers precisa ter alta conectividade. Afinal, existe uma série dispositivos e aplicativos que a requerem.

#3 Segurança adequada
Quando pensamos em como funciona um data center  e buscamos avaliar a sua qualidade, a segurança física e virtual são outros aspectos elementares. O data center precisa ser totalmente inviolável. Qualquer tipo de falha ou invasão pode levar à perda de dados e a prejuízos financeiros irreparáveis.

Daí a importância de ter um data center com proteção adequada. A instalação de cages e racks para comportar os equipamentos é essencial. Além disso, com um sistema de controle de acesso eletrônico e um processo de provisionamento, é possível garantir que apenas pessoas autorizadas acessem o data center físico e os respectivos dados no sistema.

A colocação de sensores e equipamentos de monitoramento em todas as áreas é mais uma prática que indica o que é qualidade em data center. Para completar a estrutura, uma equipe de segurança deve trabalhar diariamente focada em tarefas como o monitoramento de acessos não autorizados.

Além disso, é preciso pensar em como manter o ambiente virtual segura e alinhado ao físico. Somente assim é possível garantir uma proteção eficiente contra ciberataques, por exemplo. O ideal é adotar aplicações de proteção, com técnicas de detecção avançada integradas.

As ferramentas de segurança virtual devem ser automatizadas, com foco voltado para avaliações eficazes da conformidade de todos os ativos físicos e virtuais, bem como da nuvem.

#4 Backoffice e gerenciamento

Saber o que um bom data center oferece é o melhor caminho para aplicar as melhores práticas de TI na empresa. Portanto, você precisa considerar que a estrutura perfeita de um data center deve contar com backoffice e uma equipe de especialistas sempre disponível: 7 dias na semana, 24 horas por dia.

Conhecer a forma de operação, a experiência do time que opera e implanta no data center e ter acesso a dados detalhados podem orientá-lo na decisão de escolha de um fornecedor de infraestrutura DC.

Assim, mesmo diante de qualquer imprevisto, você tem a certeza de um suporte adequado a qualquer hora do dia ou noite. Afinal, as atividades da empresa não podem parar por indisponibilidade de sistema.

Principais métricas que avaliam a qualidade de um data center

Para saber o que é qualidade em data center é fundamental compreender de que modo os processos são definidos e como a gestão é conduzida. O ideal é que as atividades relacionadas ao data center sejam orientadas pelas práticas do ITIL (Information Technology Infrasructure Library), bem como pautadas pelas normas da ISO (International Organization for Standardization). De preferência, que o fornecedor seja certificado pela ISO.

Considerando essa série de orientações e normas, qual seria, então, a melhor maneira de avaliar a qualidade de um data center? O modelo é composto por três indicadores, sendo que cada um deles é responsável por uma métrica diferente. São eles:

KPI – Key Performance Indicator ou Indicador de performance: mostra o resultado do cumprimento da atividade ou a avaliação do processo ou serviço de TI. É uma forma de medir se o processo ou serviço está sendo bem executado.

KGI – Key Goal Indicator ou Indicador de desempenho: mostra o cumprimento de uma atividade ou alcance de um objetivo. Mede os benefícios dos processos e serviços de TI para os gestores de negócios.

KMI – Key Maturity Indicator ou Indicador de Maturidade: avalia a maturidade dos processos ou serviços com a identificação dos riscos ou deficiências. Deve ser medido antes, durante e depois da execução contribuindo para o alcance dos KPIs (Key Performance Indicator).

Como identificar um bom custo-benefício

A melhor maneira de visualizar uma perspectiva positiva de custo x benefício na implantação de data center é considerar a estrutura entregue e o investimento.

Primeiro, considere a estrutura mínima ideal requerida para o projeto, montagem e manutenção da estrutura. São características indispensáveis segurança, disponibilidade, facilidade de operação e outros itens, tais como:

  • Sala exclusiva e com paredes de alvenaria resistentes a fogo e água;
  • Piso elevado de qualidade;
  • Estrutura para passagem e organização do cabeamento de dados e elétricos;  
  • Segurança 24 horas;  
  • Sistema de detecção e combate a incêndio;  
  • Sistema elétrico e de ar condicionado dedicado.

Depois, é fundamental calcular o Return Over Investment (ROI), ou Retorno sobre Investimento. Ou seja, a relação entre o valor ganho ou perdido por meio de um aporte e o montante de dinheiro investido. O indicador é sugerido por especialistas como o ideal para mensurar o custo-benefício de investimento em um data center.

Além dele, o Total Cost of Ownership (TCO), ou Custo Total de Aquisição, também deve ser calculado para avaliar o valor global investido em data center.

Para identificar o TCO é preciso considerar os valores gastos com a compra de hardware e software, gestão, comunicações, além das oportunidades perdidas por tempo de inatividade.

Sabendo precisamente qual o TCO é possível comparar os recursos e ativos disponíveis com outras alternativas, facilitando a identificação de melhorias na estrutura do data center.

Embora você não seja especialista em TI, já pode avançar e compreender o que é qualidade em data center. Essa estrutura precisa suportar as demandas internas de maneira flexível e dinâmica, acompanhando o crescimento da empresa e as tendências tecnológicas.   

O essencial é entender a relevância dos data centers e de uma estrutura adequada de TI. Desse modo, você pode melhorar muito o processo de tomada de decisão quando o assunto é esse.

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