Como ter certeza que o data center atenderá todas as necessidades do meu negócio?

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Mesmo não sendo da área de TI (Tecnologia da Informação) você certamente já percebeu que as exigências voltadas às inovações tecnológicas têm gerado para as empresas necessidade de conexão e disponibilidade constantes de seus dados e sistemas. Esse cenário é o que vai impulsionar uma empresa ao crescimento, tornar o negócio competitivo e gerar os resultados esperados.

Para que isso seja possível, no entanto, existem fatores essenciais, como alta capacidade de processamento e armazenamento, fornecimento de energia elétrica ininterrupta e com qualidade, capilaridade e capacidade de redes de telecomunicação. Infelizmente no Brasil ainda são necessárias melhorias nesses pontos.

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) divulgou pesquisa que afirma que o fornecimento de energia elétrica é um problema comum em todo o país. No estudo foram feitas análises nacionais e regionais no período de 2011 a 2017, considerando o DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e o FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora). O nível satisfatório de qualidade em 2017, foi de 52,97%.

Para corroborar esse dado, segundo o Relatório World Digital Competitiveness Ranking, o Brasil caiu duas posições no ranking de competitividade digital. Entre as fraquezas apontadas estão índices de gerenciamento de cidades, habilidades tecnológicas, digitais e tecnologia da comunicação.

Considerando esse cenário, você gestor, quando cobrado pelo crescimento financeiro da empresa, pode (e deve!) ter na pauta assuntos relacionados à infraestrutura de TI da empresa. E um deles está relacionado diretamente ao data center e soluções para garantir alta disponibilidade e conectividade nas suas operações, que é o caso do modelo colocation. 

Como ter certeza que o data center atenderá a todas essas questões?

Para colocar sua empresa em outro patamar de competitividade, é preciso uma solução inovadora para infraestrutura de data centers. Flexibilidade, escalabilidade, ultra conectividade, eficiência energética e padrões rígidos de segurança diferenciam fornecedores de colocation e a qualidade dos serviços.

Entre seus diferenciais, estão:

Certificações

A primeira exigência para garantir que o seu data center em colocation vai atender muito bem sua empresa, são as certificações. Elas são sinônimo de garantia de qualidade e poucos fornecedores de data centers colocation possuem as mais avançadas. 

Dentre as mais importantes estão:

  • Tier do Uptime Institute: mede o nível da infraestrutura da operação do data center. Variam do nível I ao nível IV, sendo o último o mais completo. A ODATA, por exemplo, é certificada nível III. Em infraestrutura, existem duas certificações para cada nível e que fazem toda a diferença. A certificação de Design foca no projeto. A certificação de Facility atesta que o projeto realmente funciona por meio de testes rigorosos e comissionamento realizados pelo time da Uptime. No Brasil, os únicos data centers privados Tier IV são do Banco Santander, e a Telebras no setor público.
  • LEED Gold: mede o nível de sustentabilidade do empreendimento. O Leadership in Energy and Environmental Design é reconhecimento concedido pela United States Green Building Council (USGBC).
  • ISO 9001: rege a forma como uma empresa utiliza um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) e visa padronizar a forma de prestar determinado serviço ou fazer um produto.
  • ISO/ IEC 20000-1: é a primeira norma reconhecida internacionalmente para boas práticas na gestão de serviços de TI (Tecnologia da Informação), compatível inclusive com o ITIL (Information Technology Infrastructure Library).
  • ISO/ IEC 27001: esta norma provê um padrão para estabelecer, implementar, operar, monitorar, analisar, manter e melhorar um Sistema de Gestão de Segurança da Informação (SGSI).

Energia elétrica

Você sabia que um m2 de data center consome de 10 a 30 vezes mais eletricidade do que uma área de escritório? E sem energia, o data center para. Logo, é necessário que ela seja ‘pura’ e disponível constantemente. Um data center colocation deve possuir alimentação redundante e linhas de alta tensão robustas. E, se mesmo assim a energia for interrompida, nobreaks e geradores movidos à diesel vão garantir energia ininterrupta e independente da rede elétrica. 

Todas as instalações são gerenciadas por sistemas integrados e contam com diversas camadas de automação para obter extrema eficiência na operação e no consumo de energia. 

Com esses requisitos, é possível driblar as interrupções causadas pela ineficiência energética que ainda ronda o Brasil.

Eficiência energética

É sabido que um data center é um grande consumidor de energia elétrica e isto tem valor financeiro e impacto ambiental.

Assim, faz todo sentido procurar por um fornecedor que seja eficiente com o uso de energia elétrica. Esta eficiência energética é encontrada desde o projeto até o detalhes da operação no dia a dia.

Os fatores que apontam isso podem ser:

  • Máquinas, UPS, transformadores, cabeamento elétrico: Todo equipamento que lida com energia possui uma certa perda, seja por qualidade ou processo utilizado. Assim, o que apresentar a menor perda é mais eficiente em linhas gerais;
  • Ar condicionado: as máquinas de ar condicionado de um data center têm a principal função de resfriar seus equipamentos de TI por meio do ar ou mesmo água. A disposição das máquinas, tecnologia e separação de corredores frios e quentes pesam na eficiência deste conjunto. Vale lembrar que as máquinas de ar condicionado funcionam a base de energia elétrica. Assim, quanto mais eficiente o conjunto, menor o consumo de energia;
  • Baixo valor de PUE: PUE significa Power usage effectiveness, este fator é a relação de energia elétrica que entra no data center e a energia entregue aos equipamentos. Quer dizer, este fator mede a eficiência geral do data Center. Assim, é fundamental saber o valor de PUE pois é ele que assegura a real eficiência. E, quanto menor, melhor. Exemplo: Para alimentar “n” equipamentos que totalizam consumo de 50kW, o DC1 consome da concessionária 100kW. Realizando a conta de 100kW / 50kW, temos 2. Assim o PUE do DC 1 é 2.
    Para um DC2 que consome 70kW para a mesma quantidade de equipamento que somam 50kW, temos 70kW / 50kW = 1,4! Desta forma, o DC2 é mais eficiente que o DC1. 

Conectividade

Um data center robusto, bem desenhado e operado com as melhores práticas não é nada sem comunicação.

Uma rede robusta e redundante, opções de diferentes operadoras, estruturas dedicadas, rapidez na ativação são pontos a serem verificados para confirmar que o data center possui capacidade, escalabilidade e qualidade que sua empresa e seus servidores se comuniquem constantemente. No colocation a rede é dimensionada para alta performance, assegurando o tráfego dos dados com mais velocidade e total segurança. Além disso, um data center colocation é carrier neutral de operadora, o que significa que atua em parceria com diversas operadoras de telecomunicação e provedores. Portanto, em uma necessidade de mudança, a operação é facilitada.

A utilização das SDNs (Redes Definidas por Software) na América Latina é outro fator que simplifica e otimiza a forma de gerenciamento de qualquer rede de comunicação, sem ser afetada por distâncias.

Refrigeração

Esse ponto é de extrema importância. Os servidores geram calor e a temperatura nesses ambientes pode ultrapassar 50ºC. O aquecimento excessivo pode gerar danos graves aos equipamentos ou até ocasionar incêndios. Então, o assunto refrigeração é muito sério quando se fala em data center. 

Equipamentos potentes de ar condicionado precisam manter a temperatura constante e sem interrupções. A distribuição do ar frio é planejada e controlada por equipamentos ultra modernos.

Segurança

Se os dados são o novo petróleo, atenção redobrada quanto à segurança do local onde eles estão armazenados é fundamental. O acesso precisa ser controlado rigorosamente e a entrada só deve ser permitida para pessoas previamente autorizadas. 

Além disso, diversos pontos de checagem dentro da estrutura do prédio também são importantes, para formar uma espécie de funil de acesso aos diversos ambientes do data center. No ambiente dos servidores, por exemplo, a entrada deve ser limitada a um número mínimo de pessoas.

Ainda em relação à segurança, existem sistemas de prevenção e combate à incêndios específicos para o ambiente do data center.

Tão importante é o combate à um incêndio é a detecção. Para a detecção de incêndio ou incidente, data centers especializados e preocupados com este potencial risco, investem em sistemas e sensores que conseguem detectar qualquer variação mesmo antes de uma chama ou foco de fogo.

Construção

Dá para perceber que os requisitos para um data center eficiente e seguro são bem específicos. Portanto, a própria construção do local físico é ponto de atenção. A escolha do local já leva em consideração aspectos como:

  • Distância dos centros urbanos - que impactam no fornecimento de energia - mas com fácil acesso;
  • Condições climáticas, que precisam ser estáveis. Quanto mais chuva na região, por exemplo, maiores os riscos para a disponibilidade dos serviços.
  • Arredores; posto de gasolina, heliporto, delegacia, empresa química próximos ao DC são considerados potenciais riscos.
  • Vagas de estacionamento dentro do DC: pode parecer estranho mas, em uma urgência de acesso, faz toda a diferença.
  • Salas e posições de trabalho: Itens que complementam e podem auxiliar a sua empresa na operação ou mesmo durante uma contingência;
  • Estoque e área de testes: Importante ter uma área, mesmo que temporária, para armazenar seus equipamentos durante uma implementação ou mesmo na guarda local. Área de testes ou Staging room é válida para se evitar qualquer impacto na área de produção

Além disso, um data center é composto por vários espaços que comportam ações diferentes, como Entrance Room (ER), Main Distribution Area (MDA), Horizontal Distribution Area (HDA), Zone Distribution Area (ZDA) e Equipment Distribution Area (EDA). Além dos espaços corporativos, como escritórios, salas de reunião, espaços de contingência, armazenamento e recepção.

E existem padrões internacionais da Associação das Indústrias de Telecomunicações, estabelecidos na norma ANSI/TIA 942. que atestam também os requisitos de infraestrutura do data center. São avaliados redundância, telecomunicação, arquitetura e estrutura, elétrica e mecânica do local.

Tudo isso, considerando que o projeto deve ser escalável e estar preparado para crescer junto com sua empresa.

Além da infraestrutura, como os serviços oferecidos vão ajudar?

Um data center colocation é administrado por uma equipe própria de engenheiros e técnicos, especializados e certificados e atua com abordagem proativa. Com isso, garante eficiência e rapidez na instalação e manutenção dos ambientes. O time de suporte fica disponível 24 x 7 x 365. E o fornecedor de colocation também tem contratos de manutenção com os seus principais fabricantes, o que aumenta a rede de atuação. 

Seu time tem acesso ao portal do cliente, sistemas ITSM (Sistema para Gestão de TI) e BMS (Building Management System), que estão disponíveis para a operação do data center. Assim, é possível ter controle da eficiência energética, incidentes, mudanças, SLA (Service Level Agreement) e visualização térmica e de fluxo.

O colocation pode ser o “empurrão” que faltava para sua empresa seguir na direção de projetos com uso intensivo de computação em nuvem, big data, IoT (Internet da Coisas) e IA (Inteligência Artificial). A preocupação com questões de escala em infraestrutura, agilidade e flexibilidade não farão mais parte da rotina na sua empresa. Fale com um especialista em colocation. 

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