Colocation ou Multicloud? O futuro do seu Data Center é híbrido

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Não conhecemos qualquer provedor ou prestador de serviços cujas ofertas de modelos de negócios e crescimento de receita não estejam sendo influenciadas pela crescente adoção de estratégias ‘cloud-first’ nas organizações.
No entanto, o que vemos agora é apenas o começo”.

Sid Nag, analista vice-presidente do Gartner

 

As demandas de negócios que alavancam a transformação digital estão mudando não apenas o local onde a TI corporativa está instalada, mas a forma como é utilizada para apoiar a reinvenção das empresas.

Vemos a aparição de novos modelos heterogêneos, combinando data centers internos e externos; nuvem e local; e recursos de cloud privada e pública. E, neste cenário, Colocation, Multicloud e Nuvem Híbrida têm se destacado como soluções estratégicas e vantajosas.

Mas você realmente sabe a diferença entre eles?

Diante de tantas possibilidades, como aprovar com o C-level o modelo que melhor suportará a evolução das suas cargas de trabalho? Como julgar a solução do momento, com a certeza de que poderá atender necessidades que ainda estão por vir? Como conseguir que seu orçamento seja aprovado?

Sabemos que determinar a melhor solução não é tarefa fácil e nem rápida. Por isso, preparamos este artigo para ajudá-lo a ir mais a fundo nas vantagens de cada modelo. Queremos apoiá-lo na construção e na defesa de seu business plan, eliminando dúvidas e mitigando chances de erros. 

Neste conteúdo abordaremos os seguintes pontos:

  • De on-premise à nuvem híbrida: etapas da evolução digital de um data center
  • Nuvem privada ou pública: como escolher o melhor modelo
  • Multicloud e cloud híbrida são a mesma coisa? Entenda a diferença
  • Conexão Multicloud: benefícios da multiplicidade
  • Então o data center físico está morrendo? Nem tudo é nuvem

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Como o colocation habilita a arquitetura híbrida

Cada vez mais, executivos de TI, de Infraestrutura e de Segurança vêm sendo cobrados por melhoria de performance e redução de gastos, com o desafio de ampliar a vantagem competitiva da organização.

A verdade é que quanto mais diversificados, dinâmicos e distribuídos os dados que a empresa coleta e administra, mais difícil ficará gerenciar toda a pilha de TI “dentro de casa”, em uma estrutura de data center unificada. Para David Capuccio, vice-presidente de pesquisas do Gartner, até 2025, 80% das empresas terão encerrado seus data centers in-house.

Por isso, muitas empresas estão repensando o posicionamento de suas aplicações. Buscam-se vantagens competitivas, como o aumento de disponibilidade no data center, a minimização de latência da rede, a clusterização da população de clientes e a adequação a limitações geopolíticas ou a restrições regulatórias – tais como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Assim, estão descobrindo que uma infraestrutura de dados múltipla - com seu poder de conferir agilidade e flexibilidade - é indispensável para alcançar objetivos de negócios com a transformação digital. Isso nos leva à arquitetura computacional híbrida.

De on-premise à nuvem híbrida: etapas da evolução digital de um Data Center

Para termos claras as diferenças entre os modelos de armazenagem em data center tradicional e as estruturas de computação em nuvem (cloud computing), detalharemos a seguir alguns conceitos essenciais. Assim, ficará mais fácil entender como se conectarão em uma arquitetura híbrida (falaremos sobre isso mais adiante).

Bem, um data center nada mais é que um centro de processamento de dados empresariais, ou o local onde estão concentrados sistemas computacionais e cargas de trabalho de uma organização. É uma estrutura que se mantém conectada 24/7 (24 horas, sete dias por semana) para tornar toda essa pilha de TI acessível aos usuários corporativos. *NOTA DO EDITOR: se quiser mais detalhes, neste artigo detalhamos alguns tipos de data center que merecem a sua atenção.

De acordo com as especificidades de cada negócio, determina-se o modelo de data center que melhor endereçará suas demandas:

  1. O mais convencional é o data center local, que mantém o parque tecnológico em uma arquitetura interna, ou fisicamente “dentro de casa” (em inglês, é tratado por in-house ou on-premise). Geralmente é adotado por companhias tradicionais, em estágios iniciais de transformação digital ou quando precisa-se cumprir com requisitos específicos (políticas de compliance, por exemplo);
  2. Na trajetória de crescimento digital, um passo importante a ser considerado é a migração para o Colocation, serviço como o oferecido pela ODATA. Este modelo é frequentemente adotado como substituto dos data centers locais:
    • por oferecer maior disponibilidade e flexibilidade com a modularização de instalações dedicadas;
    • por ter sido construído para este fim (e não adaptado);
    • pela padronização de operação e escalabilidade;
    • ampliação de conectividade;
    • eficiência energética;
    • confiabilidade;
    • e certificação de Tier
  3. Sua infraestrutura precisa crescer? Você tem opção de escolha de tecnologia? Tem uma carga de trabalho considerável, que pode ser virtualizada? Precisa de elasticidade esporadicamente? Então, esta pode ser a hora de considerar a migração de sua infraestrutura de TI para a nuvem. Na cloud computing os dados empresariais são hospedados em um conjunto de máquinas conectadas e distribuídas em mais de um local, que compartilham capacidade de processamento e armazenamento e permitem a realização de workloads pela internet.
  4. As infraestruturas de nuvem têm avançado rapidamente, tanto na inovação de recursos tecnológicos quanto na disponibilização de soluções críticas. O grande catalisador dessa mudança é o crescimento exponencial dos serviços de nuvem pública e a consequente necessidade de se integrar várias nuvens públicas à uma nuvem privada, combinando-a com a infraestrutura on-premise. Aqui, claramente se apresenta a demanda por uma estrutura híbrida.

Nuvem privada ou pública: como escolher o melhor modelo

Investir em cloud computing é um caminho sem volta para acompanhar as atualizações da indústria e manter negócios competitivos. Se, há alguns anos, a migração da estrutura computacional para um ambiente virtual era opcional ou considerada futurista, hoje é inquestionável. Assim, não se trata mais de “SE”, mas de QUANDO. No entanto, é preciso ter critério.

Ao contrário do que muitos pensam, um ambiente cloud nem sempre é remoto. Mesmo internamente, é possível adotar a nuvem para ganhar agilidade, flexibilidade e abstração da caixa (ou servidor) com a virtualização de uma infraestrutura física. A este modelo de implantação dá-se o nome de nuvem privada.

Empresas que têm alta demanda de processamento, alto fluxo de dados com armazenamento e necessidade de alto desempenho de aplicações (como bancos de dados), podem armazenar e gerir dados em servidores internos. No entanto, os gastos com a manutenção da infraestrutura física e com equipe interna podem chegar a níveis alarmantes.

Assim, a nuvem pública ganha espaço por ser uma opção mais barata, versátil e escalável. Aqui, os equipamentos físicos e o ambiente virtual são compartilhados com um outras organizações – mantendo-se a confidencialidade e a segurança de dados por meio de altos padrões de restrição de acesso.

Não demanda massivos investimentos em mão de obra, aquisição, manutenção e renovação de equipamentos, pois o provedor é quem se encarregará disso. Nesse modelo, os dados ficam armazenados em servidores remotos, instalados em qualquer lugar do mundo.

Cada plataforma desempenha funções distintas dentro da mesma organização. Exemplo: pode-se adotar uma nuvem privada, com características personalizadas, para abrigar workloads específicos ou para manter o legado “dentro de casa”. É possível, ainda, integrá-la a uma nuvem pública para obter ganhos em escala, elasticidade por períodos de tempo, agilidade e reduzir custos.

A combinação dessas plataformas pode potencializar os benefícios da coleta e uso de dados. Assim, proporciona-se equilíbrio entre recursos dedicados e sob demanda, sintetizando a infraestrutura de TI para acelerar o time to market.

E é para este caminho que o mercado tem se orientado. A consultoria global IDC (International Data Corporation) prevê que, até o final de 2019, os gastos globais com nuvem pública atingirão US$ 210 bilhões. Para 2022, o investimento em serviços dessa natureza deve atingir a ordem de US$ 370 bilhões.

Multicloud e cloud híbrida são a mesma coisa? Entenda a diferença

Alta disponibilidade, eficiência de gastos, flexibilidade, conectividade, automatização de processos, rápida implementação... são muitos os benefícios que têm destacado a convergência para a nuvem como o novo padrão mundial.

Mas você ainda não se sente pronto para se decidir sobre o melhor tipo de nuvem a adotar? Como selecionar o melhor provedor? Um único ambiente será o suficiente para suportar a evolução das suas cargas de trabalho? Ou deve-se apostar em vários ambientes? Fique tranquilo, você não está sozinho.

Estudos apontam que as estruturas de nuvens híbridas e múltiplas estão ganhando terreno. No entanto, ainda é comum vermos uma confusão entre os conceitos de hybrid cloud e multicloud, que têm sido referenciados de forma ambígua. Fique atento: entender as sutis diferenças evitará incertezas e confusões em seu processo de tomada de decisão:

  • Nuvem Híbrida: a estrutura híbrida associa um ambiente virtual privado (espaço de uso particular e 100% gerenciado pela própria empresa) a um ambiente público (disponibilizado por provedores para entregar, em uma mesma estrutura, mais eficiência a menores custos por demanda), com orquestração entre as plataformas. Assim, integra os recursos de TI, permitindo aos usuários trafegar, de maneira automática e com segurança, dados sigilosos da sua rede privada para a pública — e vice-versa;
  • Multicloud: (multinuvem ou nuvem múltipla) é um ambiente virtual remoto e composto por duas ou mais estruturas diversas (privadas, públicas e/ou híbrida), providas por fornecedores distintos. Nessa modalidade, mantém-se o gerenciamento centralizado da operação e evita-se a dependência de um ou outro fornecedor. Assim, é possível aproveitar o que cada um tem de melhor e expandir o potencial digital do seu negócio.

Uma estratégia multicloud pode facilitar os avanços de empresas tradicionais em sua estratégia de transformação digital. E, embora ainda seja novidade no mercado, já é uma das mais fortes tendências da atualidade.

Mas vale ressaltar: em um ambiente multicloud, o controle da utilização é um ponto importante a ser considerado. Muitos usuários experientes reportam que a nuvem é um ótimo recurso mas, sem controle de uso, pode-se resultar em altas despesas.

Conexão multicloud: benefícios da multiplicidade

Pode parecer difícil de administrar, mas conectar um data center a diversos ambientes de nuvem traz importantes benefícios à organização:

  • Abstração de infraestrutura: ao dispensar servidores físicos, o armazenamento dos sistemas corporativos se dá em diversos ambientes de nuvem espalhados pelo mundo. Assim, pode-se concentrar os esforços da equipe de TI em inovação (não mais em manutenção);
  • Redução de custos: outra importante vantagem competitiva do modelo virtual remoto é a otimização de investimentos, ao se eliminar gastos com a compra e manutenção de equipamentos, aplicações e energia, além de contratação e treinamento de pessoal;
  • A composição de soluções com estruturas pública, privada e/ou híbrida respeita os mais variados aspectos de criticidade e segurança. Assim, promove a aquisição flexível de conexões e largura de banda, conforme orçamento e necessidade de negócio;
  • Conectividade global: a independência geográfica permite a ligação entre inúmeros escritórios de uma organização, por exemplo, independentemente do país onde estejam situados. Ao invés de adquirir servidores físicos em cada unidade, as informações alocadas em nuvem podem ser acessadas virtual e simultaneamente, de forma transparente, por todos os empregados;
  • Conexão direta, segura e privada com múltiplos Provedores de Soluções em Nuvem (ou Cloud Solution Partners – CSPs), tais como Amazon Web Services (AWS), Google Cloud e Microsoft Windows Azure. A ODATA já conta com os principais CSPs em seus data centers e, assim, garante a transferência de dados de forma segura, estável e rápida. Assim, não estarão suscetíveis a fatores externos e imprevisíveis - como a queima de um servidor. No DC SP01, o ambiente está totalmente adaptado e oferece capacidade necessária para suportar soluções;
  • Disponibilidade: menor latência e maior segurança, com desempenho previsível e confiável. Controle facilitado de todo o processo;
  • Alta performance e ampla capacidade de processamento e armazenamento, com a contratação de recursos dedicados e sob demanda. As estruturas cloud são flexíveis quanto às alterações de memória e, assim, mitigam “falta de espaço” para trafegar dados;
  • Otimização do processo de DevOps com Interfaces de Programação de Aplicações (Application Programming Interfaces - APIs) para criar ou remover máquinas virtuais;
  • Melhora significativa na experiência do usuário, principalmente devido à facilidade de acesso. Mais transparente, flexível e tranquila para as organizações e seus funcionários e clientes finais.

Então o data center físico está morrendo? Nem tudo é nuvem

Como vimos, donos de data centers mais antigos já não veem vantagem em reconstruí-los ou em investir em novas estruturas, devido aos altos custos de capital. A disrupção do data center avança rapidamente. Mas nem tudo está migrando para a nuvem.

A tendência aponta para a arquitetura computacional híbrida como a mais eficaz para garantir alta disponibilidade às operações. Este modelo é capaz de combinar estruturas remotas e locais, com características diferentes (data center on-premise, colocation, cloud privada, cloud pública, cloud híbrida, open stack, etc).

Mas se o mercado se movimenta para a virtualização, por que alguém ainda investiria em uma estrutura física? Analistas defendem que o que permanecerá in-house serão os legados, processos de negócios essenciais ou de missão crítica. Eles exigem maior supervisão e níveis de controle mais detalhados do que os disponibilizados por meio de uma infraestrutura em nuvem e dos modelos hospedados.

Além desses pontos, deve-se avaliar o fluxo de troca de dados entre nuvem e ambiente local, pois muitos provedores de cloud cobram alto pela saída de dados de sua infraestrutura,

Aqui, o colocation - inicialmente usado como substituto dos data centers tradicionais -, volta a se destacar como opção viável à localização. Este modelo oferece maior disponibilidade e confiabilidade que as estruturas on-premise, alpem de opções de conectividades, segurança e operação padronizada.

Como o colocation habilita a arquitetura híbrida

Como vimos, o colocation continua a desempenhar papel fundamental na decisão sobre o posicionamento de cargas de trabalho cada vez mais complexas. É um facilitador do acesso à crescente variedade de serviços oferecidos pelos provedores de nuvem.

Todo ambiente de nuvem, por mais que haja a abstração de hardware e localidade, é baseado em um data center.

A qualidade e os níveis de serviços acordados com o provedor de cloud dependem - e são arquitetados em cima de - uma infraestrutura de colocation.

Assim, para um ambiente de solução híbrida, os critérios e exigências para o atendimento de um ambiente  virtualizado devem se estender até o colocation. Por isso, é crucial buscar um serviço de colocation de alta qualidade, sustentado por data center Tier III Facility - como o oferecido pela ODATA. 

Além de níveis certificados de camada de construção e eficiência energética, o colocation ainda facilita o gerenciamento de instalações dedicadas e a capacidade de escalabilidade. 

Conclusão

A tecnologia avança em ritmo exponencial e esse é o movimento para os próximos meses. Para adequar sua evolução digital ao cenário global, vimos que muitas organizações já estão movendo seus data centers tradicionais  para estruturas externas de colocation e/ou modelos virtualizados.

A tendência é que o ecossistema de aplicações, sistemas e serviços passe a se apoiar em um mix:

  • em nuvem (com Infraestrutura como Serviço – IaaS - e Plataforma como Serviço - PaaS)
  • fora da nuvem
  • in-house
  • e hospedada

Estudos apontam o equilíbrio entre nuvens privadas, nuvens hospedadas e serviços de nuvem pública como tendência para otimizar desempenho, custo e segurança de aplicações essenciais, de forma consistente.

Assim, vimos que um ambiente de TI funciona de forma muito mais apropriada como um hub de tecnologias convergentes, aplicadas ao ambiente digital de produção em constante evolução. Ele deve estar em constante mudança, adaptando-se às regras e necessidades do negócio.

Por outro lado, à medida que o uso de arquiteturas híbridas se torna mais onipresente, o ambiente computacional assume o desafio de garantir que seus usuários possam acessar qualquer serviço, em qualquer ambiente e a qualquer momento, para realizar qualquer carga de trabalho.

Até o final de 2019, mais de 30% dos novos investimentos em software dos provedores de tecnologia terão passado pela cloud computing. À medida que as organizações aumentam sua dependência das tecnologias em nuvem, as equipes de TI procurarão adotar aplicações virtuais para realocar os ativos digitais existentes. O Gartner projeta que indústria de serviços em nuvem crescerá exponencialmente até 2022.

Com o surgimento dessas novas demandas, é hora de repensar o que entendemos por um ambiente computacional. Não é mais sobre como é composta a infraestrutura de tecnologia, mas sobre o que ela é capaz de oferecer e como pode ajudar a empresa a crescer.

Neste artigo, detalhamos os diferentes modelos de data center e estruturas de nuvem. Trouxemos insights sobre uma estratégia de negócio alinhada à estratégia de arquitetura híbrida, combinada aos benefícios do colocation.

Procuramos elucidar caminhos para ajudar executivos de TI, de Infraestrutura, de Segurança e de Operações a construir o melhor business plan para sua organização.

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